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Excelente vindima para o Marques de Casa Concha

Um Cabernet Sauvignon que promete ser de grande nível; um Chardonnay e um Pinot Noir de deliciosa intensidade; e um Malbec que augura excelente qualidade, nos fazem pensar em uma temporada 2020-2021 memorável.

“A vindima 2021 se caracterizou por ser muito auspiciosa. Em termos de tipicidade, foi muito semelhante à de 2018, que apresentou grande equilíbrio e qualidade, especialmente em variedades como o Cabernet Sauvignon, o Chardonnay e o Pinot Noir”, disse Marcelo Papa, diretor técnico da Concha y Toro e enólogo-chefe da linha Marques de Casa Concha, uma das marcas de vinho mais reconhecidas e valorizadas do Chile, com mais de 40 anos de trajetória e presença relevante no segmento super premium.

Com relação ao clima em geral, o ano 2020 apresentou, em comparação com as últimas quatro safras, um menor acúmulo térmico, o que teve um impacto positivo em todos os vinhos de alta gama.

“Para os vinhos premium, onde se trabalha em setores muito bons, com espaldeiras de rendimento controlado, um ano frio, em geral, é muito interessante e produz vinhos de excelente qualidade”, explicou Papa.

 

Um Chardonnay e um Pinot Noir com boa acidez e intensidade

No vale do Limarí, de onde são provenientes as variedades Chardonnay e Pinot Noir do Marques de Casa Concha, a temporada foi muito mais fria, principalmente devido ao fenômeno La Niña.

Quanto à colheita, isto produziu um atraso entre 10 e 15 dias em relação ao período anterior, o que foi bastante positivo. Esta demora na maturação das uvas e uma menor taxa de degradação dos compostos fenólicos (principalmente aromas) contribuíram para a produção de vinhos muito frescos, com boa acidez e intensidade.

“As estimativas de produção estão sendo cumpridas e a qualidade das uvas está conforme as expectativas: saudáveis e com ótima maturação, o que deve resultar em vinhos muito bons”, disse Cristián Carrión, subgerente da Concha y Toro para o vale do Limarí.

 

Etiqueta Negra e Cabernet Sauvignon com grande potencial

O Maipo apresentou características muito semelhantes aos outros vales uma vez que foi um período muito fresco, com um acúmulo térmico bastante inferior aos anos anteriores e pela ocorrência de chuvas intensas durante o período do pintor.

Entretanto, a chuva não teve impacto sobre a qualidade das uvas principalmente porque, como salientou Francisco Juanicotena, gerente agrícola da Concha y Toro para a zona central, “trabalhamos com Cabernet Sauvignon, uma variedade de uva que lida melhor com as chuvas durante o período prévio à colheita”.

Em Puente Alto, um dos melhores terroirs do mundo para dar vida ao Cabernet Sauvignon e de onde provém esta variedade e o Etiqueta Negra do Marques de Casa Concha, o clima mais frio teve um impacto positivo e permitiu obter uma colheita bem equilibrada, com muita expressão e notas frutadas. Isto permitirá a produção de vinhos com grande estrutura e grande potencial de guarda.

 

Um Carménère excepcional

A temporada 2020-2021 no vale do Cachapoal foi descrita como um ano bastante frio e de baixo acúmulo térmico. Isto significou que a maturação das uvas foi notoriamente mais lenta e estivesse, pelo menos, com duas semanas de atraso em relação à temporada anterior.

Como resultado das fortes chuvas no final de janeiro, uma série de medidas e manejos foram implementados a fim de obter uma colheita saudável e sem perdas consideráveis. “Graças ao trabalho árduo e à gestão técnica de nossas equipes, conseguimos superar esta tarefa. Tudo indica que teremos uma produção recorde no vale”, disse Domingo Marchi, chefe agrícola da Concha y Toro para o vale do Cachapoal.

Quanto à qualidade das uvas, o chefe agrícola estimou que esta temporada será extraordinária, especialmente para os Carménère, uma vez que “estão evoluindo lentamente e a maturação dos taninos coincidirá com os brix ideais”.

 

Malbec e Merlot de excelente qualidade

La vindima no Maule, de onde são provenientes as variedades Malbec e Merlot, começou no início de março e foi até 25 de abril. Após as chuvas de janeiro e fevereiro, o clima se manteve estável, isso quer dizer, dias com temperaturas máximas moderadas e noites frias, o que ajudou a alcançar uma grande expressão de frutas e taninos muito macios e elegantes.

“Foi uma grande vindima, com vinhos de boa cor, suculentos e de muita fruta fresca”, disse o enólogo Héctor Urzúa.

Por sua vez, Rodrigo Acevedo, chefe agrícola do vale do Maule, acrescentou que graças ao trabalho e à preocupação das equipes de administração das fazendas foi possível resistir com sucesso às chuvas de janeiro e preservar a saúde e capacidades dos vinhedos.

Por esta razão, Acevedo avaliou de forma positiva esta temporada, já que “os volumes de colheita estarão acima do esperado, o que será muito bom, especialmente porque nossas uvas são de excelente qualidade, superior à de temporadas anteriores. Foi uma vindima muito boa para o Maule”.